Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Ser ou parecer?

 

Diz o ditado – que teve origem num escândalo, em Roma, por volta do ano 60 a.C., envolvendo Júlio César, sua mulher (Pompéia) e um nobre pretendente (Clódio) - que “à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

E os nossos políticos? Precisam de ser honestos e agirem como tal ou basta disfarçarem a sua (des)honestidade em tempo de campanha política e depois revelarem o seu verdadeiro ser?

Reza a história que a moda, ou melhor, o culto da imagem associado à política surgiu pela primeira vez no reinado de Luís XIV, o rei sol, em França. Todavia, mais perto da actualidade, esta associação entre imagem do político e número de votos viria a ser importante, por exemplo, no debate televisivo para a campanha presidencial de 60, entre Kennedy e Nixon, onde a imagem de jovem galã seria decisiva para a vitória do primeiro.

Ora, parece que Portugal, ou melhor, os assessores de comunicação e o staff dos partidos políticos já perceberam a importância deste jogo entre a ilusão e a realidade, pelo que a líder do maior partido da oposição, neste momento em campanha eleitoral, se recusou mesmo a participar em comícios ou manifestações políticas, podendo assim “desiludir” os seus potenciais eleitores e, quem sabe, até alguns militantes do seu partido…

Mas, a expressão “uma imagem vale mais que mil palavras” parece também estar aqui em sintonia com esta nova forma de fazer política e de vender um produto a um consumidor que apenas conhece o seu exterior (aparência) e nada sabe do seu interior (essência). Isto é, as caras dos actores políticos entram-nos naturalmente pelos olhos a dentro muito antes de sabermos qualquer coisa sobre si mesmos, de sabermos como interpretar a linguagem que expressam e a imagem que procuram veicular… aliás, a velocidade a que correm as imagens na televisão é completamente incompatível com a velocidade cognitiva e reflexiva que o cérebro necessita para as poder analisar…

Portanto, com base nesta nova realidade parece que analisar os nossos políticos é cada vez mais uma tarefa impossível e desnecessária. Por exemplo, como catalogar pela imagem os actuais líderes e candidatos a primeiro-ministro de Portugal?

Jerónimo de Sousa (líder do PCP e candidato pela CDU) – parece ser o único “indiferente" em relação à moda, ou melhor, não se preocupa em gastar muito dinheiro na compra de coisas supérfluas; sabe o quanto custa o dinheiro; fisicamente tem boa aparência e parece ser alguém que demonstra grande coerência entre o discurso e o carácter. É portanto, como se diz na gíria popular, alguém a quem se pode confiar um familiar, a quem se pode vender o carro…

Paulo Portas (líder do CDS-PP) – é o emblemático “menino de boas famílias” que estudou em colégios privados e em casa teve uma vida cultural intensa; veste bem e cuida da sua imagem pública; clássico mas vaidoso; tenta demonstrar tranquilidade e pose de estado - responsabilidade; acutilante, directo, claro e objectivo no discurso (não fosse, por formação, jornalista), embora o seu conteúdo por vezes pareça à opinião pública mascarado de oportunismo.

Francisco Louçã (líder do BE) – demonstra grande descontracção quer na forma como se veste (não usa gravata) quer na forma como procura passar a sua mensagem política. Informal, considera-se o líder da esquerda em Portugal e aquele que é mais coerente com a sua ideologia e postura políticas. Objectivo, claro e bastante crítico; próximo dos jovens, trabalhador e alguém que não cede nem demonstra medo em denunciar a corrupção que perpassa na sociedade/estado.

José Sócrates (líder do PS e actual Primeiro-ministro) – nas suas palavras, “determinado”, embora a opinião pública o considere “teimoso, obstinado” e até mesmo cego em relação a algumas realidades. Vaidoso, grande comunicador e argumentador. Demonstra grande à-vontade perante a comunicação social, embora por vezes se exalte. Fisicamente, com boa aparência, inteligente e corajoso. Nem sempre coerente entre o discurso e a acção. Responsável, mas também alguém que não olha a meios para atingir os fins.

Manuela Ferreira Leite (líder do PSD) – a dama-de-ferro à portuguesa; nas suas palavras, aquela que diz a “verdade”, resta saber que verdade é esta?; tecnocrata; ex-ministra da educação e das finanças que fez grandes e importantes reformas, portanto; reformista. Determinada, com um guarda-roupa desactualizado e uma imagem, que talvez também derivada à idade, necessita de ser mais cuidada; coerente na relação entre o discurso e o carácter; a imagem da avó que sabe o que quer para os seus netos e que ainda quer mandar…

 

Com o perfil destes candidatos, resta-nos perguntar como estará Portugal em 2013?

 

Miguel Alexandre Palma Costa


rotasfilosoficas às 11:39

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