Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

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Domingo, 1 de Novembro de 2009

Lipovetsky: “ecologia do espírito” versus consumismo

 Contra a “paixão” que coloca o consumo no centro da vida dos seres humanos, só uma “ecologia do espírito” que lhes ofereça outras paixões e felicidade, defendeu ontem o filósofo francês Gilles Lipovetsky em Lisboa, na conferência “Ambiente na Encruzilhada”, organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Na conferência, que continua hoje, Lipovetsky recusou “diabolizar” o consumo, mas afirmou que é quando se torna “o centro da vida” que se torna também “perverso, um erro”, o que acontece na sociedade actual de “hiper-consumo”.
Apontando o aumento da obesidade que evidencia o “excesso de consumo que se deve criticar”, Lipovetsky - professor da Universidade de Grenoble, em França, e autor de obras como A Era do Vazio - reconheceu que o aumento de tecnologia e produtos disponíveis pode “fazer recuar a doença, os grandes desastres”, mas a partir de um certo limiar ter mais dinheiro não aumenta a felicidade.
“Quando [o consumo] é o tudo da existência, é perverso. O Homem não deve ser só um consumidor, deve ser uma criatura que aprende, que pensa, que se ultrapassa”, argumentou.
A contrapor à “paixão da espiral consumista”, só uma “pedagogia e uma política de paixão, que ofereça objectivos capazes de mobilizar a paixão dos indivíduos”, declarou.
Pela arte, pelo trabalho, é preciso dar aos seres humanos a capacidade de viver para outras coisas além das marcas ou da substituição de uns produtos por outros. É precisa uma ecologia do espírito, precisamos de criar outro pólo, senão não vai parar esta bulimia”, disse, defendendo ser necessário “inventar novos modos de educação e trabalho”.
“A felicidade não cresce ao mesmo ritmo que a economia. Existe um mito, um fetiche com a ideia de crescimento, que não é um bom indicador de felicidade”, disse o filósofo.
Para Lipovetsky, a escalada do consumo deve-se, entre outros factores, à mundialização da economia, que não pára de propor novos serviços e produtos numa “fuga para a frente infernal” e à legitimação da “cultura hedonista em que gozar a vida já não é um interdito”.
Por outro lado, “paga-se caro” por viver numa sociedade individualista, em que o desempenho individual é constantemente medido: com “angústia”, a que as pessoas, ansiosas, já não reagem “indo à missa”, mas consumindo, num mundo em que comprar já não tem limites nem de espaço nem de tempo.
Com a Internet, finalizou-se um modelo de “consumo contínuo”, que, “com ou sem crise, vai continuar”.
Se, antigamente, o consumo era organizado por família ou por classe social, hoje o consumidor é “nómada, imprevisível, descoordenado”, apontou. Compra para si, compra luxo - mesmo que tenha que reduzir noutros sectores - e compra sempre à procura de prazer, essencialmente, mais do que de prestígio.
Hoje, “vive-se para ter constantemente pequenas experiências, para combater um pouco a banalidade dos dias, evitar a fossilização do quotidiano, há uma curiosidade constante pelo que é novo”, acrescentou.
 

In Público, 28.10.2009.


rotasfilosoficas às 12:37

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