Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Ciência e paradigma segundo Thomas Khun

 
«Segundo Thomas Kuhn, observam-se na história da Ciência dois tipos de fases diferentes, a fase “normal” e a fase “revolucionária”, de acordo com a terminologia deste autor. A ciência normal mantém-se em actividade enquanto todos os que intervêm em determinado campo científico aceitam como verdadeiros o fundo metafísico e os métodos adequados para conduzir à pesquisa científica. Em tais circunstâncias, os cientistas actuam dentro de um “paradigma”, limitando-se a solucionar os problemas definidos por tal paradigma.
Durante a fase revolucionária da Ciência, pelo contrário, os paradigmas de conformidade com que os cientistas trabalharam comodamente até aí começam a perder força, tanto nas mentes como nos métodos da comunidade. A teoria metafísica deixa de se mostrar convincente (os átomos materiais, por exemplo, poderão substituir-se por pressupostos de campos de força); os métodos comuns começam a produzir resultados anómalos e a proporcionar menor número de soluções credíveis para os problemas. A pesquisa científica modelar que esteve na base do paradigma e que, como ideal, constituiu o centro do período normal da Ciência, cessa de dominar a prática da comunidade. Surge assim um novo paradigma.
A mais importante afirmação de Kuhn é a de que a passagem de um paradigma para outro não é explicável nos termos racionalistas da Filosofia da Ciência tradicional, por exemplo, através da refutação experimental de uma consequência pelas teorias anteriores. O ponto de vista para os que operaram em conformidade com o amigo paradigma seria opaco para os que aceitaram o novo, e vice-versa.»
 
Ron Harré, As Filosofias da Ciência
 

 
«Dado que novos paradigmas nascem dos antigos, normalmente incorporam muito do vocabulário e aparato que o paradigma tradicional tinha empregue. Mas eles raramente empregam estes elementos emprestados exactamente no sentido tradicional. Dentro do novo paradigma, velhos termos, conceitos e experiências entram em novas relações entre si. O resultado inevitável é o que devemos chamar um desentendimento entre duas escolas diferentes. Os leigos que riram da teoria geral da relatividade de Einstein porque o espaço não podia ser «curvo» não estavam simplesmente errados ou enganados. Nem o estavam os matemáticos, físicos e filósofos que tentaram desenvolver uma versão euclidiana [tradicional] da teoria de Einstein. O que se entendia anteriormente por espaço era necessariamente plano, homogéneo e não afectado pela presença de matéria. Se não o tivesse sido, a Física de Newton não teria funcionado. Para fazer a transição para o universo de Einstein, toda a rede conceptual cujos fios são o espaço, o tempo, a matéria, a força, etc., tinha de ser alterada. A comunicação entre os campos divididos pela linha revolucionária é inevitavelmente parcial. Considere-se, como outro exemplo, os homens que chamaram louco a Copérnico porque ele declarou que a Terra se movia. Eles não estavam simplesmente errados. Parte do que eles queriam dizem com «Terra» era uma posição fixa. A Terra deles, pelo menos, não podia mover-se. De modo correspondente, a inovação de Copérnico não foi simplesmente fazer a Terra mover-se. Foi, sim, toda uma nova maneira de olhar os problemas da Física e da Astronomia, que necessariamente mudou o sentido tanto de «Terra» como de «movimento». Sem essas mudanças, a ideia de uma Terra em movimento era louca.»
 

Thomas Kuhn


rotasfilosoficas às 19:12

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