Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

posts recentes

Política: da teoria à má ...

Filosofia, pensamento crí...

Reuniões, reuniões... e b...

Dia Internacional da Filo...

Escola a Tempo Inteiro: u...

Lobbying na RAM?

Profissionalismo e Profis...

Kant e a intenção na ação

Uma lição de estética

Ser professor hoje

Tempo e Liberdade

O que é a Guerra?

O aborto: questões para u...

Retórica "branca" e retór...

Do concurso de Professore...

Dia internacional da Filo...

Inteligência emocional e ...

Sobre o conceito de Disle...

O sexo: "dois num só"

Autoregulação da Profissã...

Concursos RAM: Mérito ver...

Globalização e Educação

Ainda vale a pena ser pro...

Em defesa da escola públi...

Teoria(s) versus realidad...

O conceito de razão

Dilemas morais

Gilles Lipovetsky – O ind...

A Condição Humana

António Barreto: Um rumo ...

Serge Latouche e a via do...

A palavra ou o silêncio?

O valor da assiduidade no...

Porque andamos tão triste...

A questão da liberdade e ...

Academia de Filosofia UCP...

O objectivo da Ciência

Democracia, que futuro?

Aprender a deixar de Ser

O que é a Percepção?

Cortes salariais: quem no...

Sobre a Sofística

O facto científico: o que...

Democracia, política e me...

O critério da verificabil...

Alegoria da linha: Platão

Ser pai: incertezas e ale...

O eterno fim

O problema da indução no ...

Existência e Morte

arquivos

Março 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Junho 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Junho 2014

Maio 2014

Maio 2013

Março 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Junho 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Maio 2007

Relógio:

Quem nos visitou:

Março 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


sobre mim:

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Ser pai: incertezas e alegria

No passado dia 25 de Junho, pelas 18 horas e alguns minutos fui pai… (palavra arrebatadora e que só faz verdadeiramente sentido quando nos é invocada na primeira pessoa).

 

Pai, palavra de origem latina (patre) que aparece em qualquer vulgar dicionário de língua portuguesa com o significado “aquele que tem um ou mais filhos” (que é o caso, pois foram gémeos do sexo masculino: Afonso e Francisco), “gerador; genitor; progenitor”, “autor”, “protector, benfeitor”…, e que agora ecoa tremulamente no meu espírito.

O ver pela primeira vez um filho é sem dúvida uma experiência única, profunda, criadora/possibilitadora de um conjunto de sentimentos e emoções que ofusca quase toda a racionalidade do ser humano. Aqui as palavras encontram grandes limitações e ficam muito aquém do que foi vivido naquele momento..., como certamente qualquer pai já o sentiu.

E o que é ser pai? Esta é talvez a grande interrogação de todos aqueles que passaram por esta experiência e que ainda hoje procuram uma resposta.

Não sei a resposta a esta questão… O que sei é que ser pai será certamente o maior desafio de qualquer ser humano que se encontra nesta posição; todos dizem que não há receitas, livros de instruções, manuais que revelem a "arte" de ser pai… mas que a grande aventura não pode ser frutífera sem muito amor, alguma intuição, bom senso e uma boa dose de criatividade (como em tudo na vida, mas agora com um sentido muito especial).

 

Há, com certeza, uma diferença entre o pensar ter um bebé e o cuidar dele, isto é, educar o “nosso” filho...

Por exemplo, como se pega ao colo e se segura a cabecinha, como se muda a primeira fralda, como se dá de comer, como perceber de que se queixa ele quando chora, quando pronunciará ele a primeira palavra e começará a falar, quando aparecerá o primeiro dentinho, etc., tudo grandes dúvidas que a partir deste momento são geradoras de alguma ansiedade…

Tudo isto e outros importantes acontecimentos que ocorrerão num futuro próximo mostram que ao tornarmo-nos pais, esse estatuto não nos confere automaticamente capacidades e conhecimentos necessários que supostamente nesta sociedade ultra-desenvolvida já deveríamos ter.

A responsabilidade de educar uma criança, sem qualquer experiência anterior, é gigantesca e leva-nos por vezes ao medo/receio de fracassar. Contudo, a alegria, a felicidade e o encanto que o dia de amanhã será risonho para estes novos dois seres é superior a toda a incerteza do presente que preenche as mentes de quem é pai. (…)

 

São imensas as inquietações que surgem já e que nos acompanharão durante os próximos dias, meses e mesmo anos, até os nossos filhos se tornarem autónomos…Não há uma Bíblia, respostas e soluções práticas e definitivas para os desafios que se avizinham… O importante é seguramente apostar na sua educação - apesar de nos encontrarmos em Portugal, um país deveras estranho e confuso...  - no seu crescimento e desenvolvimento saudáveis, na realização de relações positivas e espontâneas sem nunca perder de vista as características únicas de cada um…

 

Boa sorte, filhotes!… Vocês são a alegria das nossas vidas…

 

Miguel Alexandre Palma Costa

Célia Maria Martins Antunes Costa


rotasfilosoficas às 21:14

link do post | favorito
 O que é? |  O que é?

pesquisar

 

O tempo por cá

links

Bandeira portuguesa Pictures, Images and Photos