Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Missiva ao Sr. Albuquerque

 
 
 
No passado dia 19 de Fevereiro, o “gratuito” Jornal da Madeira, surpreendia-nos, mais uma vez, no seu espaço destinado à opinião política, com mais um panfleto propagandista do Sr. Albuquerque, presidente da principal autarquia da RAM.
Dando continuidade ao seu tradicional “bota abaixo” tudo o que é do governo da república, as palavras iniciais do Sr. Albuquerque são, e passo a citar: «É triste. Trinta anos após a implantação da democracia, Portugal é o país mais centralista da união europeia. A troco de quê? De coisa alguma. Na capital, a classe política, os media oficiosos do regime e as consciências finas aplaudem o descalabro. As injustiças são intoleráveis. E a crescente desertificação do interior do território, a médio prazo, insustentável.»
É verdade! É triste. É não só triste, mas penoso, enfadonho, aborrecido, desgostoso, vergonhoso… ver que as políticas criticadas do lado de lá são as mesmas que se praticam por aqui. Portugal e a Madeira, onde os mesmos rostos da política seguem as suas carreiras à mais de trinta anos, são mesmo os espaços da união europeia onde a democracia está morta e enterrada. Por exemplo, quem não se lembra das recentes declarações do Dr. Jardim, ameaçando os militantes do PSD Madeira – e todos os funcionários da administração pública – de severas represálias em caso de críticas à orientação do seu governo; e do atestado de menoridade intelectual a todos os madeirenses? Aliás, já algum presidente de câmara, deputado, vereador ou simples militante do PSDM, alguma vez criticou, ou teve a ousadia de discordar, das propostas/ideias do “Padrinho”, no bom sentido do termo?
 
“As injustiças são intoleráveis”, diz o nosso presidente de Câmara. Ora, também os madeirenses pensam da mesma forma e vêm uma meia dúzia de senhores – “senhores justos, honrados,… - que de manhã governam o Bem Comum, isto é, legislam em função do povo e para o povo, e à tarde, despindo a fatiota de deputados e vestindo a de empresários, gerem os seus investimentos privados, com grande prosperidade e lucro, mas “nunca” à conta das leis, diplomas, ofícios, despachos, … votados de manhã. Por outras palavras, Sr. Albuquerque, já diz o povo que “em casa de ferreiro, espeto de pau”, isto é, antes de por a foice em seara alheia, veja … as barbaridades, as impiedades, as irregularidades, a desgovernação que vai bem diante dos seus olhos! E não tenha medo de as revelar, afinal «as injustiças são intoleráveis», e o senhor, como justo que é, não compactuará com elas.
 
Miguel Alexandre Palma Costa
 
Post-Scriptum – Sr. Albuquerque, numa democracia, e seguindo o antigo ideal grego, a administração do que é público deve estar nas mãos da maioria e não da minoria; a lei deve assegurar a justiça igual para todos; os cidadãos designados para o serviço público devem sê-lo, não por uma questão de privilégio (“cunhas”), mas como recompensa pelo seu mérito; e, na democracia, a verdadeira liberdade só existe «quando os homens, que nascem livres, … podem falar livremente» (Eurípedes). Que bela democracia esta!

rotasfilosoficas às 13:02

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