Este espaço comunicativo foi pensado com o propósito de facultar a todos os interessados um conjunto de reflexões e recursos didácticos relativos ao ensino das disciplinas de Filosofia e Psicologia, acrescentado com alguns comentários do autor.

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Terça-feira, 3 de Março de 2015

Tempo e Liberdade

 

 

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Escrever um ensaio/artigo, na área da filosofia, para um jornal escolar e um público particular é um desafio difícil, mas ainda assim não é motivo para desistir. Persistindo na determinação, eis que as ideias começaram a surgir e o problema se levanta... Penso que um dos enigmas que nos atormenta mais enquanto ser humanos, e durante quase toda a nossa vida, é o seguinte: em que medida o tempo condiciona/limita a nossa liberdade? Melhor ainda, o que é o tempo e o que é ser livre?

Ora, comecemos pelo tempo, e todo o ser humano está sujeito, quer queira quer não, à cronologia, isto é, ao tempo, a um fim, terminus, a uma sequência de acontecimentos e à morte (à “finitude” de um destino). Um filósofo alemão, Heidegger, refere que somos um ser-para-a-morte (Sein und Zeit). No entanto, insatisfeitos, e porque nos julgamos livres, sonhamos e fazemos tudo o que nos é possível para que o tempo não passe e até para que ele seja revertível, isto é, sonhamos com a reversibilidade da idade, com um qualquer elixir da juventude que nos permita adiar ou eliminar essa sentença que nos dá um destino trágico. Mas afinal o que é o tempo? E porque é que ele nos limita nas nossas decisões e ações?

Agostinho, um padre da Igreja, diz numa célebre frase sua que todos sabemos o que é o tempo antes de pensarmos nisso, e logo desconhecemos o que ele é quando pensamos («se ninguém me pergunta, sei; se me perguntam e o que explicar, não sei»). Assim, podemos para já dizer que o tempo é uma sensação/experiência de um passado que já não é, um futuro que ainda não é e um presente que não tem “densidade” própria, nos escapa.

E o que é a liberdade? Dizemos que somos livres… e o que é que isso significa? Os alunos dizem normalmente que «somos livres porque podemos fazer o que nos apetece», mas o que é que isto traduz? De modo simples, ser livre é ter a possibilidade de escolha e de autodeterminação, ter autonomia, ser indeterminado; é ter uma «boa vontade» e isto só é possível com o uso da inteligência (razão) e o livre arbítrio. Sabemos que o homem, ao contrário dos outros animais, age, o animal reage, e a sua ação depende exatamente de uma possibilidade de escolha que termina com uma decisão e responsabilidade, pois só se é livre se formos responsáveis pelas ações!

Ora, mesmo livres, dominando o nosso próprio agir e existência (vida), o tempo é e continuará a ser “senhor”, isto é, quando toda a sua escala estiver realizada, mesmo livres, a existência humana evaporar-se-á em nada. Esta é a sua máxima (regra), e o homem enquanto ser vivo finito dependerá dela.

Então, o que é que nos resta? Gerir bem o tempo, pois essa é uma competência importantíssima na vida atual, quer em qualquer estudante quer em qualquer pessoa em geral, pois uma vida profissional de sucesso requer escolha de prioridades, esforço e dedicação sempre em função de um tempo disponível que é limitado.

 

Miguel Alexandre Palma Costa

(Ensaio redigido para a Revista Carmo à Lupa, da Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas - Câmara de Lobos)

 


rotasfilosoficas às 22:17

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