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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2024

Ser Professor hoje

 

 

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Num tempo anómalo e imprevisível como aquele que atravessamos, marcado pelas guerras na Ucrânia – e também agora entre Israel e o Hamas, o capítulo mais recente de sete décadas de conflito entre israelitas e palestinianos –, e por todos os seus efeitos “colaterais” em diversos pontos do globo (não olvidando um vírus que teima em resistir), é de louvar a iniciativa do Centro de Formação do SPM com a realização deste “Encontro dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário” – intitulado “Do Professor Especialista ao Professor Canivete Suíço” – e que para (nós) educadores e professores é mais um relevante (e útil) fórum de partilha (e de debate) das experiências realizadas na prática docente, nas díspares comunidades educativas da Região Autónoma da Madeira.

 

A menos de um ano do meio século do 25 de Abril de 1974, o Prof. Dr. Almerindo Janela Afonso, com a sua comunicação “A profissão docente: contextos de crise e perspetivas de renovação”, brindou-nos com uma retrospetiva (e distinto ensaio) sobre algumas das profundas (e indispensáveis) mudanças/reformas que existiram na Educação (não suprimindo outras áreas), destacando alguns protagonistas e efeitos das políticas públicas – umas para comemorar, outras nem tanto. Destaco a sua tipificação (e meticulosa descrição) do professor missionário (por vocação), professor funcionário (agente de uma organização racional-burocrata que aplica as regras escritas e que é controlado hierarquicamente), e do professor profissional, aquele que é ‘especialista’ não apenas na área em que se formou, mas que tem uma visão holística sobre o mundo e as mudanças que estão em curso e que se relacionam com o seu trabalho (o professor “intelectual-crítico”, patente na Carta Ética do SPM, que possui autonomia racional, científica e técnica/pedagógica para executar (bem) as escolhas que estão ao seu alcance (provido de ação esclarecida/autónoma), bem diferente do modelo do trabalhador/profissional liberal que opera nas sociedades modernas. Para além disto, foi igualmente isolada e evidenciada, no atual modelo capitalista em que vivemos, a nova Agenda Global para a Educação, a qual aposta na ‘marketização’ e mercantilização da própria Educação, encetada sob a égide de uma globalização neoliberal, e que permitiu hoje à OCDE (por exemplo, através dos dados produzidos pelo PISA) ocupar um espaço de influência considerável, tornando-se, em matéria de políticas educativas, o principal ator de um movimento global e cultural hegemónico e eurocêntrico.

 

Para o Prof. Francisco Oliveira, e infelizmente ainda dentro da lógica do professor “funcionário”, hoje a população, em geral, manifesta (ainda) a ideia de que os professores trabalham pouco (não mais de 22/25 horas por semana) e descansam muito (3 meses de férias). Contudo, os que escolheram a profissão (e aqueles que com ela se relacionam mais diretamente), sabem que não é isto que acontece. A profissão docente – onde há agora grande carência no recrutamento – não é privilegiada e os docentes estão agora sujeitos a uma enorme pressão e a horários verdadeiramente extenuantes. Sintetizando, o “sobretrabalho”, o trabalho “extra” e burocrático que não é pago, aquele serviço que vai muito para além das 35 horas semanais (inquéritos recentes indicam cerca de 46 horas), não é um mito, mas a realidade e tira tempo para a preparação das atividades letivas, tal como esgota uma classe que não rejuvenesce, mas lamentavelmente envelhece.

 

Produzida, pelo menos, parte expressiva do “diagnóstico” sobre os problemas/obstáculos existentes no sector da Educação, a Prof.ª Catedrática na UMa, Jesus Maria Sousa, propõe um “novo paradigma na Educação”. De modo conciso, após exposto um olhar agudo e penetrante, crítico e reflexivo, sobre a história e organização do ensino e respetiva seleção dos conteúdos que devem ser ensinados, assim como teorias críticas e pós-críticas do Currículo – alicerçado no conceito de paradigma(s), concebido pelo filósofo norte-americano Thomas Khun (1922-1996), que consiste em “realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência”, ou seja, trata-se de uma visão do mundo, partilhada pela comunidade científica, que fornece a orientação (e os princípios) para se fazer ciência durante um certo período –, a investigadora e Prof.ª Catedrática da UMa, propôs/sugeriu um novo paradigma, melhor, uma viragem em múltiplos aspetos do sistema educativo que é urgente implementar, seja na organização da prática letiva, seja nos sistemas político, económico, social e cultural (envolventes e) que determinam em muito o fenómeno educativo.

 

 

[Reflexão Crítica no âmbito da Ação/Seminário: “Do Professor Especialista ao Professor Canivete Suíço” (13 e 14 de outubro de 2023)

Autores/Preletores:

Prof. Dr. Almerindo Janela Afonso (Univ. do Minho) – «A profissão docente: contextos de crise e perspetivas de renovação»

Prof. Francisco Oliveira – «Os horários dos docentes: Mito e Realidade»

Prof.ª Dr.ª Jesus Maria Sousa (UMa) – «Um novo paradigma na Educação»]

 


rotasfilosoficas às 18:31

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